terça-feira, 30 de março de 2010

Virgem Fluídica




Minguante e alva figura
Transpira doçura e serenidade
Morreria em teus lábios com um beijo
Que simula alegria pela eternidade.

Anseio acariciar a tua face
Vislumbrar a pele de porcelana
Apertar-te contra meu corpo
E sentirá meu coração que lhe chama.

Queria poder lhe encontrar
Para do teu amor desfrutar,
Oh intangível anjo do céu...

Creio ser insanidade minha
Esperança que agora se definha
Se você aomenos saísse do papel...

Encontro Noturno



Siga-me pela escuridão
Admire a noite e a lua
Sinta o cheiro da liberdade
Ouça os cães ladrarem na rua

Caminhamos pela colina
Onde uivante é o vento
Deixe-o correr pelo seu corpo
Sem nenhuma pressa ou certo tempo

Repare na beleza do céu
Olhe cada ponto sintilante
E os mesmos são tão belos
Como o teu próprio semblante!

Aproxima-te de mim
Oh cândida donzela
Me abrace e sinta o meu perfume
Mesclado com o da noite singela

E se por um instante
Um ardente desejo lhe consome
Peço-lhe que não o reprima
Quando minha boca murmurar teu nome...

Se deixe levar pela volúpia noturna
E que as cobiças sejam o teu fervor
Pedaços de tecido são totalmente fúteis
Quando se chega a tal ponto no amor...

domingo, 28 de março de 2010

Precaução incerta...




Aproveite a tranquilidade de hoje
E cada sorrizo de momentos de felicidade
Desfrute até da última gota de volúpia
E prepare-se para o maior espetáculo da humanidade!

Terás que matar para não ser morto
Cada um por si... você e a sua lâmina
Cabeças terão que rolar
Para não ter que se suprir de pura lama...

Verá pessoas queridas apodrecendo
Surtando de agonia a ponto de fazer careta
Ou você segue em frente
Ou será mais um dos cadáveres espalhados pelo planeta.

Coisas assim são muito incertas
Você escolhe se acredita ou não
Os que acertarem irão triunfar
E os que errarem serão pisados no chão...

sábado, 27 de março de 2010

Tributo...

Este poema foi escrito por um grande amigo meu: Michael D.
Pelo contexto e pelos fatos do mesmo eu tive a ideia de fazer uma resposta à ele, falei com o autor e ele gostou da ideia. Resolvi postar ambos os dois aqui para saber a opinião de todos.
Na sequência seguem o poema e sua resposta...



Canto do alcion


Por anos almejei reencontrá-la
Sendo guiado apenas por amor em meu coração
Mas quase destruido por amargura
Saudades, lamúria e pura aflição...

Quantas vezes debrucei em prantos
Sonhando com o dia que voltasse pra mim
Por não tê-la em meus braços
Para que tudo viesse a ser normal enfim.

Mas em um dia qualquer como outro
Meu coração me disse para ir te buscar
Antes que fosse tarde demais
Antes que meus olhos comecem a sangrar...

Parti...

Antes do por do sol
Caiu a noite, minh'alma em chamas
Coração convicto
Qua por ti clama!

Me disseram que tinhas ido para outra cidade
Segui atentamente os passos teus
E em solidão decepcionado, minha vida em calamidades
Não sei se seus olhos querem reencontrar os meus.

Ontem encontrei uma pessoa que me falou de ti
Felicidade brota em meu coração
Me disse que sabia onde tu moravas
Lancei jornada, mesmo a temer que seja ficção...

Chegando vi uma mulher,
Não era você...

Conversamos muito, e ela me entregou uma carta
E me disse o local de sua morada
Lágrimas escorreram por minha face
Lamento semi-eterno, dor que eu esperava

Entrei no carro e voltei para casa
Estava exausto, iria te ver no dia seguinte
Já que esperei vários anos, um dia não faria diferença
Meus sentimentos me perturbarão, mas não fará sentença.

Cheguei, este é o endereço que a mulher me dera...

Apesar de tudo, é um prazer revê-la
Conversei muito tempo com você
Voltei vários outros dias
Sempre a conversar

Infelizmente hoje é o último dia que venho
Deixei um presente para você
Várias flores, as suas favoritas
Coloquei em seu túmulo...

Sentirei saudades, amor!
Adeus...



Resposta...


Carta satisfatória


Meu amor...

Se esta carta estiver lendo
Provavelmente já estou apodrecendo
À sete palmos, num alvo caixão
Tentei antecipadamente avisar
Mas não consegui aguentar
E deixei esta carta por precaução.

Sai antes mesmo de me sentar à mesa
Pois desejava lhe fazer uma surpresa,
Eu estava animada, sem nenhum desalento
Para mim era um dia ditoso
Pois iria comprar algo valioso...
As alianças para o nosso casamento!

Escolhi as mais belas da joalheria
Pois sei que lhe agradaria
E de lá saí descontraida.
Atravessando a rua em devaneios
Um carro desgovernado e sem freios
Atirou-me no chão quase sem vida...

Em um hospital eu acordei
Cai em prantos pois não acreditei
Era o fim de nosso sonho fraternal...
Eu em um quarto morrendo
E você nem estava sabendo
De nosso trágico final.

O único desejo que arde no peito meu
É deixar este mundo com um beijo seu
Assim eu passaria feliz toda a eternidade...
Mas esperar eu não aguentarei
E pela eternidade triste eu vagarei
Sem nenhuma centelha de felicidade!

Agora despeço-me com um buraco no peito
Espero que me perdoe por ter sido desse jeito
Ja sinto falta do calor dos braços teus...
Partindo, aflitamente o teu nome eu chamo
Para que nunca se esqueça que mais do que tudo eu te amo
Sentirei saudades amor... adeus!

quinta-feira, 25 de março de 2010

Lânguidos sonhos



Era noite, eu sonhava
E do meio da neblina ela saia
Doce eflúvio me invade a alma...
Ela veio até mim e me tocou com sua mão fria.

Eu a desejava profundamente
Porém impedido pela incerteza
Em um instante estava me afogando em um beijo
E pude ver sua alma com clareza...

Acordei com um ledo sorrizo
Que desapareceu quando meus olhos eu abri
Pois só viram meu quarto escuro
Decepção flagelante... quase morri!

Malditos sonhos que me atormentam
Que fazem meu coração mais forte bater
Pois os mesmos dão à ele
A esperança de algum dia poder a ter...

Ilusão



Oh mulher tão delicada de voz meiga ao falar
Que causa volúpia comum simples olhar
Com seus lindos cabelos que se agitam ao desfilar
É como viver no escuro,
Escoldido de todo o mundo,
E de repente a luz do sol os olhos lhe cegar!

Oh candida mulher de pele alva e macia
Cuja tuas mãos frias
Com um só toque me fazem sonhar...
Sua beleza é tanta
Que a todos encanta
E que me faz por ela apaixonar!

Os teus olhos a luz divina espalham
Enquanto os meus de perto lhe encaram
Cobiçando teus lábios, com vontade de te beijar...
Estes são doces como mél
E por um segundo puderam me levar ao céu
Quem me dera se eu pudesse te amar?!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Dúvida Metódica



Quando ao fim de um belo crepúsculo
Doces lembranças me invadem a mente
Leve surto me percorre a alma
Recordando pálidos dias de amor ardente...

Dias em que meu coração demente
Macerava meu peito morto
Como o cadáver de um marujo
Deixado por um navio no porto.

Pergunto-me se o egoísmo me consumiu
E se somente o meu peito se abriu
Para este amor sem fim...

Ou se em uma noite de angústia e medo
Derramastes em segredo
Uma triste lágrima por mim?!

Desejos íntimos





Tenho mãos que ardentemente
Desejam encontrar as suas eternamente
E acariciá-las ao longo do tempo.
Almejo em um ato de ternura
Abraçar-te fortemente com leda loucura
Antes que se cale o meu passamento...

Desejo no fundo dos olhos olhar-te
Apreciar o brilho como uma obra de arte
E beijar ternamente os lábios teus.
Desejo no teu ombro descansar,
E ao seu ouvido recitar
Um dos tristes versos meus.

Quero ainda ao som de um violão
Cantar-lhe uma monótona canção
Na qual somente o teu nome eu chamo.
E depois observar as estrelas no céu
Envoltas por denso e sombrio véu
E ao fim de tudo isso dizer-te num sussurro (te amo!)


>>>Dedicado à Marianne...