sábado, 27 de março de 2010

Tributo...

Este poema foi escrito por um grande amigo meu: Michael D.
Pelo contexto e pelos fatos do mesmo eu tive a ideia de fazer uma resposta à ele, falei com o autor e ele gostou da ideia. Resolvi postar ambos os dois aqui para saber a opinião de todos.
Na sequência seguem o poema e sua resposta...



Canto do alcion


Por anos almejei reencontrá-la
Sendo guiado apenas por amor em meu coração
Mas quase destruido por amargura
Saudades, lamúria e pura aflição...

Quantas vezes debrucei em prantos
Sonhando com o dia que voltasse pra mim
Por não tê-la em meus braços
Para que tudo viesse a ser normal enfim.

Mas em um dia qualquer como outro
Meu coração me disse para ir te buscar
Antes que fosse tarde demais
Antes que meus olhos comecem a sangrar...

Parti...

Antes do por do sol
Caiu a noite, minh'alma em chamas
Coração convicto
Qua por ti clama!

Me disseram que tinhas ido para outra cidade
Segui atentamente os passos teus
E em solidão decepcionado, minha vida em calamidades
Não sei se seus olhos querem reencontrar os meus.

Ontem encontrei uma pessoa que me falou de ti
Felicidade brota em meu coração
Me disse que sabia onde tu moravas
Lancei jornada, mesmo a temer que seja ficção...

Chegando vi uma mulher,
Não era você...

Conversamos muito, e ela me entregou uma carta
E me disse o local de sua morada
Lágrimas escorreram por minha face
Lamento semi-eterno, dor que eu esperava

Entrei no carro e voltei para casa
Estava exausto, iria te ver no dia seguinte
Já que esperei vários anos, um dia não faria diferença
Meus sentimentos me perturbarão, mas não fará sentença.

Cheguei, este é o endereço que a mulher me dera...

Apesar de tudo, é um prazer revê-la
Conversei muito tempo com você
Voltei vários outros dias
Sempre a conversar

Infelizmente hoje é o último dia que venho
Deixei um presente para você
Várias flores, as suas favoritas
Coloquei em seu túmulo...

Sentirei saudades, amor!
Adeus...



Resposta...


Carta satisfatória


Meu amor...

Se esta carta estiver lendo
Provavelmente já estou apodrecendo
À sete palmos, num alvo caixão
Tentei antecipadamente avisar
Mas não consegui aguentar
E deixei esta carta por precaução.

Sai antes mesmo de me sentar à mesa
Pois desejava lhe fazer uma surpresa,
Eu estava animada, sem nenhum desalento
Para mim era um dia ditoso
Pois iria comprar algo valioso...
As alianças para o nosso casamento!

Escolhi as mais belas da joalheria
Pois sei que lhe agradaria
E de lá saí descontraida.
Atravessando a rua em devaneios
Um carro desgovernado e sem freios
Atirou-me no chão quase sem vida...

Em um hospital eu acordei
Cai em prantos pois não acreditei
Era o fim de nosso sonho fraternal...
Eu em um quarto morrendo
E você nem estava sabendo
De nosso trágico final.

O único desejo que arde no peito meu
É deixar este mundo com um beijo seu
Assim eu passaria feliz toda a eternidade...
Mas esperar eu não aguentarei
E pela eternidade triste eu vagarei
Sem nenhuma centelha de felicidade!

Agora despeço-me com um buraco no peito
Espero que me perdoe por ter sido desse jeito
Ja sinto falta do calor dos braços teus...
Partindo, aflitamente o teu nome eu chamo
Para que nunca se esqueça que mais do que tudo eu te amo
Sentirei saudades amor... adeus!

2 comentários:

maite disse...

Nossa que poema lindo, até arrepiei quando li!
Belíssimo.

Amanda Angel gothic disse...

fantastico poema