segunda-feira, 26 de abril de 2010

Embriaguez




Astro inspirador
Funeral draconiano
Luz resplandecente
Enleios insanos

Ebriedade dominante
Doses exageradas
Devaneios noturnos
Dores restauradas...

Cândida musa
Amor platônico
Intrínseco desejo
Romance cômico

Sentimento infinito
Compreensão rançosa
Conformidade demorada
Eternidade dolorosa...

terça-feira, 13 de abril de 2010

Angústia insensata




As horas não passam
Insanidade me perturba
Olho minhas mãos
Dedos retorcendo de agonia
E as horas não passam...

Agonia suprema
Arde no meu peito
Chegando na garganta
Me arrancando berros
E as horas não passam...

Suor frio se escorre
Loucura em minha mente
Girando e me tapando os ouvidos
Silêncio que me rasga a alma
E as horas não passam...

Abro meus olhos
Reparo as paredes brancas
Olho na janela e já é dia
Olho no relógio...
E este estava parado!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Delírio




Ouço o uivar do vento
Agitando as folhas até que seu rumo tome
Ouço o meu coração
A cada batida sussurrar teu nome...

No meio da noite gélida
Sinto meu peito enrijecer de frio
Acordo soturno e delirante
E na minha alma ledo arrepio

Arquejos me dominaram, não acreditei...
Quando ao meu lado vi a tua forma branca e nua
Lhe contemplei adormecida como um anjo
Com os seios refletindo o clarão da lua

Perguntei-me como poderia
Existir criatura tão sensível e bela
Imaginei acariciar tua pele
Como se fosse surtar por ela!

Envolvi meu braço em tua cintura
Volúpia eterna meu corpo invadiu
Toquei seu queixo e lhe dei um beijo
Suas mãos se mecheram, desejo que sentiu

Só você consegue me arrancar
Delírios e suspiros descontrolados
E ao me ver perto de ti
Sinto meus olhos emocionados

Nesta noite deixastes rastros em meus punhos
Que quando viram você sumir, contra paredes se chocaram
E consequentemente em minha pobre garganta
Que lhe vociferou até que suas forças se esgotaram...