segunda-feira, 12 de abril de 2010

Delírio




Ouço o uivar do vento
Agitando as folhas até que seu rumo tome
Ouço o meu coração
A cada batida sussurrar teu nome...

No meio da noite gélida
Sinto meu peito enrijecer de frio
Acordo soturno e delirante
E na minha alma ledo arrepio

Arquejos me dominaram, não acreditei...
Quando ao meu lado vi a tua forma branca e nua
Lhe contemplei adormecida como um anjo
Com os seios refletindo o clarão da lua

Perguntei-me como poderia
Existir criatura tão sensível e bela
Imaginei acariciar tua pele
Como se fosse surtar por ela!

Envolvi meu braço em tua cintura
Volúpia eterna meu corpo invadiu
Toquei seu queixo e lhe dei um beijo
Suas mãos se mecheram, desejo que sentiu

Só você consegue me arrancar
Delírios e suspiros descontrolados
E ao me ver perto de ti
Sinto meus olhos emocionados

Nesta noite deixastes rastros em meus punhos
Que quando viram você sumir, contra paredes se chocaram
E consequentemente em minha pobre garganta
Que lhe vociferou até que suas forças se esgotaram...

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