segunda-feira, 17 de maio de 2010

Caronte




À desposição dos condenados
Ele aguarda frigidamente
O seu preço é de duas moedas
Vendo-as, seus olhos brilham gananciosamente.

Envolto com negras vestimentas
Compridas e descendo em dobradura.
Pele enrugada por milênios de plantão
Expressão ímpia, olhar sem candura...

Sentinela lúgubre e solitária
Privado do amor e da luz
Afastado de desejos carnais
Ele apenas conduz...

Conduz pela escuridão ao som de remos
Que acariciam as águas em sua bela essência
Águas negras repletas de sonhos e esperanças
Não realizados e apagados da existência.

Descanse o sono perfeito
Com moedas sobre os olhos postas
Caso contrário vagará perdido
Com esperança e sanidade mortas...

Um comentário:

maite disse...

eita ficou showwww....
o amor de tá inspiração pra fazer essas poesias....
tava pensando nelaa M....... neh
rsrs