sábado, 27 de novembro de 2010

Auto-estima



Cinzenta manhã de inverno
Aguça o cheiro da paz
Traz conforto ao ser
Preso atrás dos vitrais.

Singular sentimento
Me deprime ao extremo
Nostalgia me domina
Ouço do meu peito o treno!

Meu coração agora sangra
Minha alma se despedaça
Num segundo sou luz resplandecente,
No outro, da tristeza a fumaça

Ultra-romantismo Crônico
Intrínseco desejo ardente
O mau-do-século me fez assim
Fecho-me e morro de repente...

Transpiro a solidão dos mortos
Nas sombras caio em devaneio
Moribundo nos braços da angústia
Minguante e soturno enleio!

Sou um estranho entre os vivos
Uma árvore retorcida pelo tempo
Espírito perdido na névoa
Espectro guiado pelo vento...

Sou o choro da criança
O desespero num funeral
Sou o último suspiro
A melancolia fatal.

Sou a lágrima que escorre
Sou a brisa que beija a face
O viajante que não retorna
Da saudade o semblante que nasce...

Transpiro a solidão dos mortos
Minha existência enfim se evapora
Como raios prematuros
Na escuridão da aurora!

Um comentário:

Angel disse...
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