sexta-feira, 4 de março de 2011

Origem



I

Um raio perdido no horizonte
Perambula lânguido, porque caiu?
Deleita-se em pecúlios ilusórios
Inebriado e lastimado fecha-se.

Uma estrela nasce nos céus
Com brilho doce e inerente
Instiga e reluz sutil chama
Eclipsando o próprio astro leonino.

Arrastando-se por terra, raízes e minérios
O filho de Zeus segue míope
Macerado e rasgado por miragens
Torna-se lúgubre e denso

Profunda ramificação suga teu ser
O maldito sobe à superfície por caule liso e espinhoso
Expandindo ou retraindo-se através desta quimera
Adquire auto-observação e crítica.

II

Centelho do infinito arqueja-me
Seduz frenética cobiça
Transpira evolução e magnitude
Gerando obcessões ludibriadoras.

O ágil crava-se na terra
E alcança superfícies reveladoras
Floresce e descobre lucidez
Ou paixão à realidade astróloga

Fascínio lhe percorre os brotos
De doce e bela seiva apresciada
Expressa teu fervor em aromas divinos,
Aquecendo a intensidade...

Ligação sutil se incendeia
Torna-se plena e coberta de razão
Consome toda sua sanidade
Percorre suas veias contraditoriamente.

Imediatamente entendem sua existência
Voltando juntos à sua origem
Não fosse a queda e a dúvida
Estariam ainda se corroendo...