quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Desfecho



Eis que presenciei
Comi, bebi e amei
O júbilo negro e falso
Que me inspirava,
Atraía e aluscinava
Deixando-me em seu encalço.

Cândida esperança dos doces delírios
Perfumada e banhada em lírios.
Esperando sedento uma brecha
O seu desfecho se adiantou
A sua glória sessou
E a sua cortina agora se fecha.

Em meio ao breve nevoeiro
Surge uma sombra ágil como sineiro
E ao meu peito sequioso da fervor.
Silenciou toda a minha apreensão
Deu conforto ao meu coração
Ao contemplar seu lúgubre palor.

Sombra do além que deu
Aos meus olhos o que é meu
E assistir ao fim do espetáculo veio.
Pairando assim sobre meu discernimento,
Não sei se interferiu por um momento,
Não sei se lhe amo ou odeio...

Um comentário:

§Anjo§ disse...

Oi!!!!!!!!! Lindo poema!Intenso...
Amor e ódio estão lado a lado, separados por uma frágil linha!
Ótimo final de semana pra ti, beijinhos
bye bye
Anita do diarios-do-anjo.blogspot.com