domingo, 4 de setembro de 2011

A Face Oculta



O que vês, caro bardo?
Se teu foco é tão distante,
Faz-se presente em tal episódio
Pairando leve por um instante...

Vejo duas grandes potências
Que cintilam e sugam a tua vigília,
Como vórtices luminosos
Formando até ele atraente trilha.

Vejo ainda um alvo véu
Que engloba tal grandeza,
Como frágil e fina porcelana
Solitária e sensível sobre a mesa.

Tal admiração, tão intrínseca
Pode ser apenas por bela criatura,
A qual não me chega aos olhos,
Não em tão boa ventura.

Pois olhe com os olhos da alma
A sutil beleza condensada
Veja! Não lhe faz estremecer
Este olhar que lhe suga e apaga?!

Vejo uma figura feminina
Comum como o restante
Esta beleza está em teus olhos, meu caro
Ainda vejo o fascínio em teu semblante.

Então mil beijos almejo pregar
Nos lábios daquela que despertou
A beleza sutil e solitária
Que em meus olhos morou.

Vento das montanhas que corta o horizonte
Levai à minha musa meus beijos e amores,
Dai-lhe noção de minha existência
Antes que tua essência feneça como as flores...

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