quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Rubro Negro




Rubro negro é o sorriso que surpreende
A minha espectativa de certos contatos
Arranha e macera meus laços constantes
Sugando e forçando devaneios inatos

E levados pela volúpia sedemos
Como folhas do outono soltas
Ao levar do vento gélido
Agarrando desejos e frases envoltas.

É a escala eólica bela e triste
Que implora para ser executada
Sutil e bela não resiste
Fria e calculista nos deixa reservada

São os sentidos frágeis
Que nos envolvem persuasivos,
Atacam as adversas resistências
Sugerindo toques afetivos...

Rubro negro é o poema maldito
Que associado à uma lúgubre cor
Traz inúmeros versos e aromas
Ao seu sugestivo criador...

2 comentários:

Daniel Martins disse...

Parabéns pelo blog. Abraço!

Ariela disse...

Acabo de ler a cor das palavras de uma forma impressionante.
Sinceros parabéns!