segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Injúria pulsante




A minha joia vital
Rubra e pulsante
Foi cuidada e lapidada
Pronta para dar brilho e destaque
À pálidos semblantes e silhuetas
Almejando sua frieza e sua beleza,
Tocar-te docemente em momentos infelizes
E dar-lhe calor e cobiça com ardentes desejos.
Foi lastimada e abatida
Reprimida em seu lar
Como arquejo moribundo
Decrescente, definhando...
Em seu lânguido interior
Moradia de suas loucuras
Morbidez e escuridão
Contra sua vontade
Inicia-se seu fim
Can sar
Des crer
Lem brar
Tre mer
So nhar
Te mer
Pul sar
Ar der
Cla mar
Ce der
Ma tar
Mor
rer...
...
...
...

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Último inverno




Seria a tua presença eterna
E o impacto da tua figura
Uma sugestão à insanidade
Se afogando em pura ternura?

Seria ainda o teu pensamento
Envolto em dor e nostalgia
Sinônimo ao meu interior
Macerado e morto em agonia?

O luto imperador e massivo,
Linha tênue em aurora forma,
E à bela musa prateada
Singelo temor a custo deforma.

O último inverno ainda existe
Cravado completamente em meu ser,
Envolto em quimeras perdidas
Almejando não mais se perder.

sábado, 28 de abril de 2012

Consternação




I
Princípio intangível e arquejante.
Fluidos olhares e desejo,
Move e tece teu semblante.

Seu foco ardente almejo,
E tua volúpia delirante.
Sobre ti a minha despejo.

   II
Trouxe-lhe à minha sina
De encantos e fervores.
Pulsa-me constante adrenalina.

Entre trevas e amores
És tu minha morfina,
Que ameniza minhas dores.

   III
“Em meu reino gelado”
Faz presente teus espinhos,
Deixando cravado seu legado.

Conquista-me com teus carinhos,
Macera-me confuso e renegado
Vocifere separação de caminhos...

   IV
Em meu reino sombrio
Sangue, morte, languidez.
Devaneios e calafrios.

O teu séquito de escassez
Os teus delírios frios
Conforto e morbidez...

   V
Perfeita resignação
Astro rubro sangue
Dominante atenção

Rompeu-se nosso flange
Versos malditos e inspiração.
Sangue, frio... Sangue!

quinta-feira, 22 de março de 2012

Enterro de uma quimera



Sobre as sentinelas da floresta negra
Se deita o brilho da musa prateada
Acariciando as gélidas folhas,
Formando um lustre de linhas na escuridão.

Perseguida pelos soldados reluzentes
Do então imponente astro draconiano,
Ofegante aos pés das gigantescas estátuas,
Ela foge palpitante e abatida.

Ecoa o estalar das folhas secas
Sendo esmagadas por entre a floresta
Juntamente com o grunhido dos predadores
E o ranger de dentes afiados e sedentos.

Vai ao chão a frágil donzela,
Em meio às tuas vestes de seda,
E ao aroma de noite e sangue
Entregando-se à ventura.

Sentiu mil agulhas atravessando sua carne
E o seu vestido enxarcar-se de sangue,
Sonhos e ilusões escorrem por entre as vestes
Restando apenas seu olhar sem vida.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

15/02/2012


Teu espaço ainda aquecido ao meu lado na imensa sala da vida
Conforta meus músculos e ossos frios e lânguidos
Que foram congelados até o tutano pelo brusco rompimento de almas desfeitas
Caindo em miséria na sua ausência...