sábado, 28 de abril de 2012

Consternação




I
Princípio intangível e arquejante.
Fluidos olhares e desejo,
Move e tece teu semblante.

Seu foco ardente almejo,
E tua volúpia delirante.
Sobre ti a minha despejo.

   II
Trouxe-lhe à minha sina
De encantos e fervores.
Pulsa-me constante adrenalina.

Entre trevas e amores
És tu minha morfina,
Que ameniza minhas dores.

   III
“Em meu reino gelado”
Faz presente teus espinhos,
Deixando cravado seu legado.

Conquista-me com teus carinhos,
Macera-me confuso e renegado
Vocifere separação de caminhos...

   IV
Em meu reino sombrio
Sangue, morte, languidez.
Devaneios e calafrios.

O teu séquito de escassez
Os teus delírios frios
Conforto e morbidez...

   V
Perfeita resignação
Astro rubro sangue
Dominante atenção

Rompeu-se nosso flange
Versos malditos e inspiração.
Sangue, frio... Sangue!

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